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Saúde

Estresse sob controle

LucaBy Lucasetembro 21, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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No Dia de Combate ao Estresse, neurocientista explica por que essa resposta é necessária e como impedir que o estado de alerta permanente prejudique desempenho e qualidade de vida
O coração acelera, a atenção aumenta, o organismo entra em estado de prontidão e, por alguns instantes, parece que todos os sentidos estão voltados para resolver uma situação. Nem sempre isso é ruim. O estresse faz parte dos mecanismos naturais que ajudaram o ser humano a enfrentar ameaças e continua tendo uma função importante na vida moderna. O problema começa quando aquilo que deveria ser uma resposta pontual transforma-se praticamente em um modo permanente de funcionamento.

No Dia de Combate ao Estresse, lembrado em 23 de setembro, o neurocientista e hipnólogo Renê Skaraboto, terapeuta de alta performance, do Instituto e Clínica Hipnose para Todos, em Curitiba, chama atenção para uma mudança de perspectiva: o objetivo não deve ser viver sem nenhum estresse, mas desenvolver recursos para que o cérebro saiba entrar e, principalmente, sair do estado de alerta. “O estresse não é necessariamente nosso inimigo. Em determinados momentos, ele aumenta nossa prontidão para agir, enfrentar desafios e buscar soluções. O problema é quando o cérebro passa a interpretar quase tudo como ameaça e a pessoa vive como se precisasse estar pronta para uma batalha o tempo inteiro”, explica.

A Organização Mundial da Saúde define o estresse como uma resposta humana natural diante de situações difíceis, desafios e ameaças e ressalta que todas as pessoas experimentam algum grau dele. Em pequenas doses, pode inclusive ajudar na realização das atividades cotidianas. Quando excessivo, entretanto, pode afetar mente e corpo, dificultando o relaxamento e a concentração e favorecendo irritabilidade, alterações do sono, dores de cabeça, desconfortos físicos e mudanças no apetite.

Os números mostram que aprender a lidar com essa resposta se tornou um desafio contemporâneo. Pesquisa Ipsos Health Service 2025 apontou que 31% dos brasileiros afirmaram ter se sentido, no ano anterior, estressados a ponto de acreditar que não conseguiriam lidar com as situações enfrentadas. Outros 39% disseram ter experimentado essa sensação diversas vezes. Entre os mais jovens, o tema também chama atenção: 37% dos integrantes da Geração Z citaram o estresse como um dos principais problemas de saúde, contra 25% entre os Boomers.

Segundo Skaraboto, uma das diferenças importantes está entre o estresse que mobiliza e aquele que começa a consumir recursos físicos e emocionais. Um prazo, uma apresentação importante, uma competição ou um novo desafio profissional podem gerar tensão e, ao mesmo tempo, estimular foco e ação. Já a exposição contínua a preocupações, cobranças, conflitos e sensação de ameaça pode manter o organismo ativado mesmo quando não existe uma emergência real. “Alta performance não significa estar acelerado o tempo inteiro. Performance sustentável é conseguir mobilizar energia quando ela é necessária e recuperar-se depois. Uma mente permanentemente em alerta não necessariamente produz mais, muitas vezes ela apenas se desgasta mais”, afirma.

Algumas atitudes cotidianas ajudam a regular essa resposta. A primeira é movimentar o corpo, incorporando atividade física à rotina. A segunda é proteger o sono, mantendo horários mais regulares e criando um período de desaceleração antes de dormir. A terceira é introduzir pequenas pausas conscientes ao longo do dia, especialmente entre atividades de alta exigência. A quarta é preservar vínculos e momentos de convivência, evitando transformar produtividade em isolamento. E a quinta é aprender a reconhecer os próprios gatilhos, percebendo quais situações, pensamentos e padrões mantêm o organismo constantemente em estado de alerta.

Para o neurocientista, essa percepção é especialmente importante porque nem sempre o excesso de estresse aparece como uma crise evidente. Ele pode surgir na dificuldade de desligar do trabalho, na irritação frequente, na sensação de urgência constante, no sono pouco reparador ou até na incapacidade de aproveitar momentos que deveriam ser de descanso. “Quando uma pessoa começa a observar como reage, ela ganha possibilidade de escolha. Em vez de simplesmente responder automaticamente a cada estímulo, pode aprender novas formas de interpretar e enfrentar determinadas situações. É aí que começamos a transformar reação em autorregulação”, destaca.

Mais do que reservar um único dia para falar sobre o problema, o 23 de setembro pode funcionar como um convite para observar o próprio ritmo. Afinal, eliminar desafios, cobranças e imprevistos da vida é impossível. Aprender a responder melhor a eles é uma habilidade que pode ser desenvolvida. “Não precisamos buscar uma vida sem estresse. Precisamos construir uma mente preparada para enfrentar pressão sem permanecer aprisionada nela. Quando conseguimos direcionar nossa energia para aquilo que podemos controlar e também aprendemos a recuperar corpo e mente depois dos desafios, o estresse deixa de comandar nossa vida e passa a ser uma resposta que sabemos administrar”, conclui Skaraboto.

Serviço: Instituto e Clínica Hipnose para Todos
Renê Skaraboto
Neurocientista e Hipnoterapeuta
(41) 99692-9774
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Rua Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Ed. Dante Aliguieri, Centro, Curitiba/PR.

(Crédito: Arquivo Pessoal / Web)

Autor

  • Luca
    Luca
Instituto e Clínica Hipnose para Todos Renê Skaraboto
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