Em seu segundo disco de estúdio, Luapsy estreia canções em português e se transforma em anjo pós-internet: sensível, caótico, melancólico e mágico

Luapsy apresenta sua própria mitologia no disco Anjobaby777, que foi disponibilizado nas plataformas de streaming nesta terça-feira, 7 de julho (ouça aqui). O artista faz sua estreia cantando em português e mostra um lado mais vulnerável ao compor na língua materna. Essa abertura atravessa o projeto não só no canto, mas nos números angelicais que nomeiam as músicas e no visual que simboliza a sorte, transcendência e sincronicidade. Ao longo de sete músicas, Luapsy tem “glitch divino” e, nessa falha que revela a alma, se transforma em um anjo pós-internet: sensível, caótico, melancólico e mágico, guiando o público pelo o que chama de álbum-sonho,

“Em cada faixa existe uma parte de mim, uma experiência, um fragmento da nossa existência que é uma passagem rápida pela terra. Quando todas as peças se juntam, elas contam uma história sobre conceito geral”, explica o compositor.

Luapsy abre o disco com “111” (veja o clipe aqui) e “222”, duas faixas que foram disponibilizadas previamente no início deste ano. Inspirada em Madonna e Lady Gaga, o artista transita pelo pop com energia de rock psicodélico, costurando camadas de intensidade e ecos de teatralidade. “Eu gosto do silêncio”, canta ao abrir seu portal lúdico e melódico, que é cortado por pausas inesperadas, como se ainda recebesse interferências do mundo que deixou para trás. “222” segue com um eletropop untado na libido de um anjo que vive sua vaidade.

Em seguida, “333” mantém o ritmo pulsante e o anjo olha para o portal que existe dentro dele, seguindo um caminho de introspecção que chega no auge com a balada “444”. Aqui o espiritual e o hedonista se encontram, e Luapsy renasce sob a lua. Depois da cura, vem a ascensão e a volta dos beats eletrônicos, que ganham cada vez mais camadas até arrebentarem num canto gutural em “666”. “Eu sou só um anjo […] me deixa voar”, canta o artista antes de encerrar a narrativa onírica com melodias coloridas e gritos frenéticos, completando sua transformação angélica.

“O disco é algo que eu já visualizava e sonhava há muito tempo. Foram três anos de produção, estudo, pesquisa e muita dedicação para construir cada detalhe desse universo. Nada foi feito por acaso: cada música foi pensada e planejada meticulosamente, como uma peça de um grande quebra-cabeça”, completa o artista.

O álbum é assinado pela dupla Luapsy Lomiranda, parceria criativa entre Luapsy e Marcio Lomiranda na composição e na produção. O projeto também conta com a direção criativa de Gabriela Grafolin, que assina a capa e a direção do clipe de “111”.

“Visualmente, eu queria que ANJO BABY 777 existisse nesse lugar entre o sagrado e o artificial. A capa nasce dessa ideia: não existe uma única figura, mas fragmentos de uma mesma identidade em transformação, ora divina, ora estranha, delicada, excessiva, humana. Criamos um universo em que o brilho, o plástico, as pérolas, as máscaras e os ornamentos quase ritualísticos convivem sem hierarquia”, complementa Grafolin.

Cada faixa do “Anjobaby777” funciona como uma estação onírica: amor, colapso, cura, ascensão. Tudo é propositalmente intenso, colorido e “demais”, porque nesse universo, o excesso faz do ruído uma linguagem.

OUÇA ANJOBABY777 AQUI

ASSISTA AO VÍDEOCLIPE DE “111” AQUI

Ficha técnica:

Produção musical: Luapsy e Lomiranda

Composição e letra: Luapsy

Vocais: Luapsy

Teclados, synths e programação: Lomiranda

Mixagem e masterização: Luapsy e Lomiranda

(Crédito: Gabriela Grafolin)

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