Durante muito tempo, falar em dentadura era lembrar das próteses usadas pelos avós. Mas a odontologia mudou, e as opções disponíveis hoje estão bem diferentes das de décadas atrás.
A dentista e especialista em prótese Dra. Marcelly Bernardes explica que ainda existe muito preconceito e desinformação em torno das próteses dentárias. Para ela, o mais importante é entender que cada caso precisa ser avaliado individualmente e que a indicação não depende apenas da idade do paciente.
“É muito comum a pessoa associar a prótese à velhice, mas isso não é uma regra. Existem diferentes tipos de prótese e a escolha depende da quantidade de dentes perdidos, das condições da boca e das necessidades de cada paciente”, explica Marcelly.
Além da conhecida dentadura, existem hoje alternativas como próteses parciais, próteses sobre implantes e outros modelos que buscam devolver não apenas a aparência do sorriso, mas também funções importantes, como mastigação e fala.

Outro ponto que merece atenção é o tempo de uso. Uma prótese não deve ser encarada como algo definitivo que acompanha o paciente pelo resto da vida sem necessidade de acompanhamento. Com o passar dos anos, a boca sofre alterações e a adaptação da prótese pode mudar.
“Mesmo quando a pessoa está acostumada e não sente nenhum incômodo, é importante fazer acompanhamento. A prótese pode precisar de ajustes ou até ser substituída. Não existe um prazo igual para todo mundo”, explica a especialista.
Para Marcelly, deixar o preconceito de lado é também uma forma de cuidar da saúde. A ausência de dentes pode interferir na alimentação, na fala e na própria qualidade de vida, e a prótese pode ser uma das alternativas para recuperar essas funções.
(Crédito: Divulgação)
