Close Menu
  • Home
  • Turismo
  • Lifestyle
  • Parques de Diversão
  • Contato

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

O que acontece com a saúde materna depois do parto

setembro 21, 2026

Iuna Falcão viaja com a tour de ‘UMAMI’ para Natal, São Luís, Rio de Janeiro e Salvador

setembro 21, 2026

Grupo renegocia R$ 15 milhões

setembro 21, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram Vimeo
Conexão Florida
Subscribe Login
  • Home
  • Turismo
  • Lifestyle
  • Parques de Diversão
  • Contato
Conexão Florida
  • Home
  • Business
  • Buy Now
Início » Blog » O que acontece com a saúde materna depois do parto
Saúde

O que acontece com a saúde materna depois do parto

LucaBy Lucasetembro 21, 2026Nenhum comentário10 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Enquanto consultas, atenção familiar e rotina passam a girar em torno do recém-nascido, estudos mostram que perda urinária, dor nas relações, alterações na lubrificação e disfunções do assoalho pélvico podem persistir por meses; fisioterapeuta pélvica e pediatra especialista em amamentação explicam por que cuidar da mãe também faz parte do cuidado com o bebê.

Quando um bebê nasce, começa uma nova rotina de cuidados. Consultas pediátricas, vacinação, amamentação, sono, ganho de peso e desenvolvimento passam a ocupar boa parte da atenção da família. No meio dessa transformação, porém, existe uma paciente que muitas vezes deixa de ser prioridade: a mulher que acabou de dar à luz.

E o corpo materno não volta ao estado anterior no momento em que termina o parto.

Perda involuntária de urina, dor pélvica, desconforto durante as relações sexuais, alterações na lubrificação, cicatrizes, dificuldades para retomar exercícios e mudanças na função do assoalho pélvico podem acompanhar mulheres durante meses depois do nascimento.

A dimensão do problema aparece nas pesquisas internacionais. Uma revisão sistemática e meta-análise que reuniu 22 estudos e 11.457 mulheres estimou prevalência geral de 35% de dispareunia, ou dor durante as relações sexuais, no período pós-parto. Entre dois e seis meses depois do nascimento, o índice chegou a 43%. Mesmo entre seis e 12 meses, aproximadamente 22% das mulheres continuavam apresentando o problema.

Para a fisioterapeuta pélvica Regiane Migliorini, especialista em disfunções do assoalho pélvico, os números ajudam a mostrar por que a assistência à mulher não deveria perder espaço depois do nascimento.

“Durante a gestação, aquela mulher é acompanhada constantemente. Depois que o bebê nasce, praticamente todas as perguntas passam a ser sobre ele: como está mamando, dormindo, ganhando peso. Tudo isso é fundamental, mas precisamos continuar perguntando também: como está essa mulher? Ela sente dor? Está perdendo urina? Consegue evacuar normalmente? Como está o corpo dela?”, explica.

A preocupação encontra respaldo nas próprias recomendações internacionais. A Organização Mundial da Saúde orienta que, nos contatos pós-natais, profissionais investiguem não apenas o bem-estar geral da mulher, mas questões como micção e incontinência urinária, função intestinal, cicatrização e dor perineal, fadiga e outras condições maternas.

Amamentação também pode mudar a vida sexual

Um dos aspectos ainda pouco conhecidos do puerpério é justamente a relação entre amamentação e saúde íntima.

É comum associar dor ou dificuldade na retomada das relações exclusivamente ao parto vaginal. Mas mulheres que passaram por uma cesariana também podem apresentar alterações importantes durante o período de lactação.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 65 estudos sobre sintomas geniturinários relacionados à lactação. Entre mulheres que estavam amamentando no pós-parto, a prevalência estimada de ressecamento vaginal foi de 53,6%, enquanto alterações atróficas vaginais foram identificadas em 63,9%.

A mesma revisão encontrou prevalência de dor durante as relações de 60% aos três meses após o parto, 39,7% aos seis meses e 28,5% aos 12 meses entre mulheres lactantes. A prevalência combinada de disfunção sexual chegou a 73,5%.

Durante a amamentação, níveis elevados de prolactina contribuem para a supressão do eixo hormonal reprodutivo e podem resultar em um ambiente de menor estímulo estrogênico. Entre as possíveis consequências estão redução da lubrificação, secura vaginal e desconforto durante as relações.
“Uma mulher pode ter passado por uma cesariana e ainda assim apresentar dificuldade na retomada da vida sexual. A via de parto é apenas uma parte dessa história. A amamentação e as alterações hormonais também precisam ser consideradas”, explica Regiane.

Segundo ela, falar sobre o assunto antes da retomada das relações pode evitar que muitas mulheres interpretem o desconforto como algo que simplesmente precisam suportar.

“É importante conversar sobre lubrificação, dor, musculatura do assoalho pélvico e respeitar o momento daquela mulher. Relação sexual não deveria funcionar como uma prova de que o corpo ‘voltou ao normal’.”

A especialista em amamentação também precisa olhar para a mulher

Essa relação entre amamentação, recuperação materna e bem-estar torna o olhar para a dupla mãe-bebê especialmente importante.

A Dra. Gigliola Peláez é pediatra, especialista em amamentação com certificação internacional IBCLC (International Board Certified Lactation Consultant), especialista em sono infantil e atua no acompanhamento integral da dupla mãe-bebê, desde o nascimento até a primeira infância.

Na prática, isso significa compreender que uma amamentação não acontece isoladamente: existe uma mulher passando simultaneamente por alterações hormonais, privação de sono, recuperação física e uma profunda reorganização da rotina.

“No atendimento pediátrico, obviamente temos um olhar muito atento para o bebê, seu desenvolvimento, alimentação, sono e crescimento. Mas esse bebê está inserido em uma dupla. A mãe também está atravessando um período de enormes transformações. Quando olhamos para a amamentação de maneira integral, precisamos enxergar como aquela mulher está vivendo esse processo”, explica Gigliola.
A pediatra destaca ainda a importância de não reduzir a experiência da amamentação apenas à capacidade de produzir leite ou ao ganho de peso do bebê.

“Quando acompanhamos a dupla mãe-bebê, precisamos entender o contexto. Como essa mãe está dormindo? Como está se alimentando? Existe rede de apoio? Como ela está se sentindo? Cuidar da mulher não concorre com o cuidado do bebê. Pelo contrário, faz parte dele”, afirma.

Perder urina depois de ter filho não deve ser simplesmente aceito

Outro problema frequente no período pós-parto é a incontinência urinária.

Uma revisão internacional publicada em 2024 analisou 36 trabalhos sobre incontinência urinária após o parto e concluiu que a condição é comum nessa população e pode afetar significativamente a qualidade de vida.

Pequenos escapes ao tossir, espirrar, correr, pular, pegar peso ou fazer determinados movimentos acabam sendo interpretados por algumas mulheres como uma consequência inevitável de ter tido filhos.
Não deveriam.

“Existe uma diferença muito importante entre um sintoma ser frequente e ele ser normal. A perda urinária pode acontecer depois da gestação e do parto, mas isso não significa que a mulher tenha que aprender a conviver com ela”, afirma Regiane.

Também é preciso combater outra simplificação: fisioterapia pélvica não significa prescrever o mesmo exercício para todas as mulheres.

A avaliação considera força, resistência, coordenação, capacidade de contração e relaxamento, sintomas e história individual.

Pesquisas recentes continuam investigando quais intervenções produzem os melhores resultados. Uma meta-análise publicada em 2026 reuniu 19 ensaios clínicos randomizados e encontrou melhora significativa de força e resistência muscular com treinamento do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária no pós-parto, especialmente em programas supervisionados com duração superior a oito semanas.

Os pesquisadores, entretanto, não encontraram diferença estatisticamente significativa na incidência de incontinência ou na qualidade de vida e ressaltaram a heterogeneidade das evidências disponíveis.
Ou seja, até a literatura científica reforça a necessidade de evitar fórmulas prontas e avaliar cada mulher individualmente.

Cesárea não significa que o assoalho pélvico passou ileso

Outro mito comum é acreditar que apenas mulheres que tiveram parto vaginal precisam olhar para o assoalho pélvico.

A gestação, por si só, já provoca importantes mudanças no organismo.

Peso do útero, alterações hormonais, pressão sobre as estruturas pélvicas e mudanças biomecânicas acontecem independentemente da via pela qual o bebê nascerá.

A cesariana modifica determinados riscos associados ao parto vaginal, mas não torna a mulher imune à perda urinária, dor, alterações sexuais ou outras disfunções.

Da mesma forma, ter um parto vaginal não significa automaticamente desenvolver problemas pélvicos.
“Não dá para olhar apenas para a via de parto. Precisamos olhar para aquela mulher, sua gestação, seus sintomas, sua história e sua condição funcional. A avaliação é individual”, explica Regiane.

Rede de apoio não é apenas ajudar com o bebê

A discussão também passa pela forma como família e sociedade entendem a rede de apoio.
Depois do nascimento, é comum que familiares se ofereçam para segurar o bebê ou ajudar nas tarefas da casa. Mas o cuidado com a mãe também envolve criar condições para que ela durma, se alimente adequadamente, compareça às próprias consultas e procure ajuda quando apresenta sintomas.
Para Gigliola, o conceito de cuidado precisa contemplar essa dupla.

“O bebê depende intensamente dos adultos ao redor, principalmente nos primeiros meses. Quando existe uma rede que também acolhe e sustenta essa mãe, estamos criando melhores condições para que toda essa nova dinâmica familiar funcione”, explica.

Esse olhar é particularmente importante durante a amamentação, período em que a demanda física sobre a mulher pode ser intensa.

E quando chega a hora de voltar ao trabalho?

Existe ainda uma etapa pouco discutida: a licença-maternidade termina, mas a recuperação física da mulher nem sempre terminou.

Ela volta para reuniões, deslocamentos, longos períodos sentada ou em pé e jornadas extensas enquanto pode continuar apresentando perda urinária, dor, alterações intestinais, desconfortos pélvicos ou dificuldades relacionadas à amamentação.

Um estudo sueco publicado em 2026 avaliou mulheres que sofreram trauma perineal grave durante o parto e encontrou capacidade de trabalho prejudicada em quase um terço das participantes. O maior impacto dos distúrbios do assoalho pélvico esteve entre os fatores associados à pior capacidade laboral.

Os próprios autores ressaltam que se trata de um estudo piloto, com amostra limitada, e que os achados precisam ser confirmados em pesquisas maiores. Ainda assim, o trabalho coloca luz sobre uma questão raramente incluída nas discussões sobre retorno da licença-maternidade: em quais condições físicas essa mulher está voltando?

“Quando falamos sobre retorno ao trabalho depois da maternidade, normalmente discutimos adaptação emocional, amamentação, creche e organização da rotina. Tudo isso importa. Mas essa mulher também pode estar tentando passar oito horas fora de casa enquanto perde urina, sente peso na pelve, dor ou ainda está se adaptando às mudanças do próprio corpo”, observa Regiane.

Para Gigliola, a volta ao trabalho também pode representar uma nova reorganização da amamentação e da dinâmica da família.

“Cada família vai construir essa transição de uma maneira. O importante é que a mulher tenha informação, apoio e condições para que a volta ao trabalho não signifique simplesmente acumular todas as responsabilidades que já existiam com uma nova jornada profissional”, afirma.

Recuperar não significa voltar ao corpo de antes

Até mesmo a expressão “voltar ao normal” merece ser repensada.

O objetivo do cuidado pós-parto não deveria ser cobrar que a mulher recupere rapidamente peso, aparência, atividade física ou vida sexual.

O foco precisa estar em função, saúde e qualidade de vida, respeitando as transformações provocadas pela gestação, pelo parto e pelo puerpério.

A Organização Mundial da Saúde recomenda atividade física regular no período pós-parto para mulheres sem contraindicações, mas orienta retorno gradual e atenção individualizada, especialmente diante de complicações relacionadas à gestação ou ao parto.

Para Regiane, é preciso mudar a própria maneira como a sociedade enxerga a recuperação materna.
“Não podemos considerar sucesso apenas o bebê estar saudável e a mulher ter recebido alta da maternidade. Ela continua precisando de cuidado. Perder a urina, sentir dor ou ter medo de retomar determinadas atividades não precisa ser o preço da maternidade.”

Gigliola reforça que colocar a mulher novamente no centro do cuidado não diminui a importância da atenção ao recém-nascido.

“Quando cuidamos da mãe, também estamos cuidando das condições em que aquele bebê está crescendo e sendo cuidado. Não são duas prioridades concorrentes. É uma dupla que precisa ser enxergada”, conclui.

Talvez, portanto, exista uma pergunta muito simples que ainda precise ser feita com mais frequência depois do nascimento de uma criança: o bebê está bem. E a mãe, como está?

(Crédito: Pexels)

Regiane Migliorini
Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Previous ArticleIuna Falcão viaja com a tour de ‘UMAMI’ para Natal, São Luís, Rio de Janeiro e Salvador
Luca

Related Posts

Estresse sob controle

setembro 21, 2026

Setembro Amarelo: exercícios também protegem a mente

setembro 20, 2026

“Quero operar antes do verão”: existe época ideal para fazer cirurgia plástica?

setembro 18, 2026

Estética regenerativa ganha espaço e aponta para uma nova era do rejuvenescimento

setembro 18, 2026
Leave A Reply Cancel Reply

Demo
Our Picks
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Instagram
  • YouTube
  • Vimeo
Don't Miss
Saúde

O que acontece com a saúde materna depois do parto

By Lucasetembro 21, 20260

Enquanto consultas, atenção familiar e rotina passam a girar em torno do recém-nascido, estudos mostram…

Iuna Falcão viaja com a tour de ‘UMAMI’ para Natal, São Luís, Rio de Janeiro e Salvador

setembro 21, 2026

Grupo renegocia R$ 15 milhões

setembro 21, 2026

Estresse sob controle

setembro 21, 2026

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from SmartMag about art & design.

Conexão Florida
Facebook Instagram
  • Home
  • Turismo
  • Lifestyle
  • Parques de Diversão
  • Contato
© 2026 Conexão Flórida. BugNet.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

Sign In or Register

Welcome Back!

Login to your account below.


Login form protected by
WPS Limit Login

Lost password?