Carol Macedo alerta que aumentar a carga de exercícios e reduzir ainda mais a alimentação nem sempre traz melhores resultados nessa fase da vida
Quando os resultados dos exercícios começam a aparecer com mais dificuldade depois dos 40 anos, uma reação comum entre muitas mulheres é aumentar a quantidade de treinos, intensificar o cardio ou restringir ainda mais a alimentação. Para a personal trainer Carol Macedo, porém, esse pode ser justamente o momento de rever a estratégia.
As mudanças que acontecem no organismo ao longo dos anos fazem com que o planejamento dos exercícios precise acompanhar essa nova fase. Alterações hormonais, preservação da massa muscular e tempo de recuperação estão entre os aspectos que ganham maior relevância.
“Um erro que eu vejo muito é a mulher perceber que o corpo não está respondendo como antes e achar que precisa fazer mais. Mais treino, mais cardio, comer menos, se cobrar mais. Só que, nessa fase, não é sobre fazer mais. É sobre fazer diferente”, afirma Carol(https://www.instagram.com/carolmacedotrainer/} .
Segundo a personal, comparar o desempenho atual com aquele alcançado aos 20 ou 30 anos pode levar a expectativas pouco compatíveis com as transformações naturais do corpo.
“O que funcionava aos 20 ou 30 não necessariamente vai funcionar igual aos 40. E tudo bem. Não é pior, é diferente. Seu corpo mudou, sua vida mudou e a estratégia também precisa mudar”, explica.
É nesse contexto que a musculação passa a ocupar um espaço ainda mais importante. Além dos objetivos estéticos, o treinamento de força contribui para a manutenção e o desenvolvimento da massa muscular, para o fortalecimento dos ossos e para a preservação da autonomia ao longo do envelhecimento.
“Músculo depois dos 40 não é só estética. É uma reserva para a vida. A grande virada de chave é entender que força hoje é liberdade amanhã”, diz.
Carol também defende que saúde e longevidade não precisam excluir o desejo de emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar a aparência. Na avaliação da profissional, objetivos estéticos podem fazer parte do processo desde que estejam associados a uma estratégia adequada à realidade de cada mulher.
“Não tem problema nenhum querer se olhar no espelho, gostar do que vê, vestir uma roupa e se sentir linda. Mas não é só sobre ter um corpo bonito. É sobre construir um corpo forte e capaz de sustentar a vida que você ainda quer viver”, afirma.
Outro ponto destacado pela personal é a pressão para que mulheres maduras tentem recuperar exatamente o corpo que tinham décadas atrás. Para ela, o foco deve estar menos na tentativa de voltar no tempo e mais na construção de objetivos possíveis e sustentáveis para o presente.
“Eu não estou aqui para levar uma mulher de 40, 45 ou 50 anos de volta aos 20. Meu trabalho é ajudar essa mulher a construir a melhor versão dela hoje”, diz Carol.
A mudança de perspectiva, segundo ela, permite conciliar autoestima, estética, força e qualidade de vida sem transformar o envelhecimento em uma disputa permanente com o próprio corpo.
“Depois dos 40, a transformação deixa de ser sobre tentar recuperar quem você era e passa a ser sobre construir quem você ainda quer ser”, conclui.

Carol Macedo